Rebeldes Houthis reivindicam ataques a Israel e navios de guerra dos EUA

Os rebeldes Houthis, alinhados ao Irã, afirmam ter lançado ataques com mísseis e drones contra as cidades israelenses de Tel Aviv e Ashkelon, além de três navios de guerra americanos no Mar Vermelho. O grupo declarou, nesta sexta-feira, que continuará seus ataques até que “a agressão contra o Líbano e Gaza cesse”, apesar de a tentativa de atingir Tel Aviv ter sido frustrada pelos sistemas de defesa aérea.

O porta-voz militar Houthi, Yahya Saree, afirmou em discurso televisionado que novas operações militares contra Israel serão realizadas em "nome do sangue derramado de nossos irmãos na Palestina e no Líbano". Além disso, Saree relatou que, simultaneamente, três destróieres dos EUA foram alvos de 23 mísseis balísticos e teleguiados, além de um drone, enquanto as embarcações se dirigiam para apoiar Israel.

Desde novembro, os Houthis têm realizado ataques contra Israel e embarcações vinculadas ao país no Mar Vermelho, no Golfo de Áden e no estreito de Bab al-Mandeb. As ações são justificadas como solidariedade aos palestinos que estão sob ataque em Gaza. Com o aumento das tensões entre Israel e o Hezbollah, os Houthis agora exigem que Israel interrompa também suas ofensivas no Líbano.

Na sexta-feira, o exército israelense informou que interceptou um míssil disparado do Iêmen, após sirenes soarem e explosões serem ouvidas em Tel Aviv. O míssil, lançado por forças Houthis, foi derrubado fora do território israelense por um interceptador ‘Arrow’.

Essa não é a primeira investida Houthi contra Tel Aviv. Em julho, o grupo utilizou um drone para atacar a cidade, resultando na morte de um homem e ferindo pelo menos 10 pessoas. Como resposta, a Força Aérea de Israel bombardeou a cidade portuária de Hodeidah, no Iêmen, provocando um incêndio de grandes proporções e causando seis mortes.

Os Houthis, que têm estado sob embargo de armas das Nações Unidas desde 2015, continuam a intensificar suas operações. Recentemente, em meio a uma escalada de violência, o grupo conseguiu atingir Israel com um míssil hipersônico, causando incêndios e pânico em áreas próximas ao aeroporto Ben Gurion. Embora o exército israelense tenha minimizado os danos, afirmando que o míssil foi danificado por um interceptador e não possuía características hipersônicas, o impacto do ataque gerou temores sobre a crescente sofisticação do armamento Houthi, auxiliado pelo Irã e pelo Hezbollah.

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