Donald Trump, candidato republicano à presidência dos EUA, insinuou que a lista de clientes do falecido traficante sexual Jeffrey Epstein poderia ser divulgada se ele vencer as eleições. Em uma entrevista ao podcast Lex Fridman, Trump mencionou a possibilidade de expor o "livro negro" que contém os nomes dos famosos que se associaram a Epstein.
Epstein, conhecido por suas conexões com a elite e por organizar festas com jovens mulheres, incluindo menores de idade, mantinha um círculo de poderosos em viagens ao seu jato particular, apelidado de "Lolita Express", para sua ilha privada no Caribe. “Eu nunca fui à ilha dele, felizmente. Mas muita gente foi”, afirmou Trump, comentando sobre o mistério em torno dos nomes dos visitantes de Little St. James, local onde muitos dos crimes ocorreram.
Trump comparou a possível divulgação da lista de Epstein com a liberação dos últimos documentos sobre o assassinato do presidente John F. Kennedy, em 1963, ressaltando que, se eleito, estaria inclinado a revelar os nomes. Ele ainda relatou que, durante sua presidência, tentou liberar arquivos do caso Kennedy, mas foi impedido pela comunidade de inteligência dos EUA, que argumentou que a divulgação poderia causar danos.
Epstein foi preso em 2019, acusado de aliciar jovens, muitas delas menores de idade, e de apresentá-las a figuras influentes, culminando em uma rede de abuso e tráfico sexual. Após sua morte em uma prisão de Nova York, oficialmente registrada como suicídio, surgiram relatos de que o FBI encontrou materiais comprometedores durante buscas em sua residência e na ilha. Esses vídeos, possivelmente contendo provas contra seus "convidados", nunca foram tornados públicos.
A ex-namorada de Epstein, Ghislaine Maxwell, foi presa em 2020 e condenada a 20 anos de prisão por tráfico sexual de menores. Enquanto alguns dos nomes das vítimas foram revelados, a identidade dos envolvidos nos abusos permanece em segredo, alimentando especulações sobre a extensão do escândalo.
Comentários
Postar um comentário