Em 23 de setembro de 1980, foi lançado o primeiro submarino da classe Akula (lit. Tubarão), parte do Projeto 941, a partir do porto russo de Severodvinsk. Estes colossos submersos tornaram-se os maiores do mundo em termos de tonelagem, com 23.200 toneladas na superfície e impressionantes 48.000 toneladas submersas. Entretanto, seu tamanho não era uma escolha estética, mas uma necessidade estratégica.
Os Akulas foram concebidos como resposta aos submarinos da classe Ohio dos Estados Unidos. Armados com 20 mísseis balísticos R-39, que superavam os Trident-1 americanos em alcance e carga útil, os Akulas exigiam maior espaço devido ao porte consideravelmente maior de seus mísseis. Cada R-39, com 16 metros de comprimento e 84 toneladas, era significativamente mais pesado que os Trident, o que motivou o desenvolvimento de guindastes especiais para carregar esses armamentos no submarino.
Com 173 metros de comprimento e 23,3 metros de largura, os Akulas abrigavam cinco compartimentos habitáveis, cada um protegido por seu próprio casco externo, o que assegurava a sobrevivência da tripulação em caso de danos. Além dos 20 mísseis R-39, cada qual carregando até dez ogivas termonucleares, o Akula também contava com seis tubos de torpedo de 533 mm, capazes de disparar torpedos e mísseis antissubmarino.
Uma das características marcantes do Akula é sua capacidade de romper camadas de gelo de até 2,5 metros de espessura ao emergir, sem sofrer danos significativos. Esse feito notável era complementado pelo navio de transporte Alexander Brykin, equipado com um guindaste de 125 toneladas, capaz de recarregar os mísseis em alto-mar, um cenário projetado para tempos de guerra nuclear, quando as instalações portuárias poderiam ser destruídas.
Embora projetados para uma era de confrontos geopolíticos tensos, os Akulas permanecem até hoje como símbolos do poderio naval russo, misturando tecnologia avançada e resiliência estrutural, capazes de resistir até mesmo às condições mais adversas do Ártico.
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