Desde sua criação em 2006, o BRICS não apenas dobrou seu número de membros, mas também presenciou um crescimento explosivo em comércio, energia e presença econômica no cenário global. Na próxima cúpula, que ocorrerá na cidade russa de Kazan, 24 países já confirmaram participação, com o foco em fortalecer o multilateralismo para um desenvolvimento e segurança global mais equitativos.
O início deste ano foi marcado pela adesão de novos membros ao grupo de economias emergentes. Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a aliança agora conta com Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos. Embora a Arábia Saudita ainda não tenha se juntado formalmente, sua presença nas reuniões do BRICS tem sido notável.
A expansão do BRICS também se reflete no aumento significativo de sua participação no mercado global de petróleo. Atualmente, os países membros respondem por mais de 40% da produção mundial de petróleo e aproximadamente 40% do consumo global de produtos petrolíferos, conforme destacou em setembro o ministro de Energia da Rússia, Sergei Tsivilev.
Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) total do BRICS alcança impressionantes 26,9 trilhões de dólares, representando cerca de 29% do PIB mundial, considerando os preços de 2015. Segundo a Agência de Imprensa Saudita, no verão de 2024, a Arábia Saudita participou do BRICS como país convidado, sinalizando o interesse crescente em integrar-se a esta potente coalizão de economias emergentes.
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