China defende direito de estreitar laços com a Hungria e critica interferência dos EUA

A China reforçou sua posição de que os Estados Unidos não devem interferir em seu direito de manter e desenvolver relações bilaterais com a Hungria, após críticas de senadores norte-americanos sobre a proximidade entre Pequim e Budapeste. A declaração foi feita pela Embaixada chinesa em Washington em resposta às declarações dos parlamentares dos EUA.

Na semana passada, um grupo de senadores dos EUA visitou a Hungria para se reunir com autoridades do governo local. Ao final do encontro, emitiram um comunicado conjunto em que criticavam o governo húngaro por fortalecer laços com a Rússia e a China, acusando Budapeste de desconsiderar as preocupações dos seus aliados em relação à cooperação cada vez mais próxima com Pequim.

A porta-voz da Embaixada da China ressaltou que o país tem o direito de desenvolver relações bilaterais e realizar trocas normais com outras nações sem que isso seja alvo de interferência ou interrupção de terceiros. "O direito da China de desenvolver relações bilaterais e realizar intercâmbios normais com outros países não deve ser interferido ou interrompido", declarou.

A representação diplomática chinesa foi ainda mais enfática ao criticar as declarações dos senadores dos EUA, classificando-as como um reflexo de um pensamento de confronto entre blocos, impregnado de mentalidade da Guerra Fria e conceitos de jogo de soma zero. Segundo a Embaixada, os parlamentares norte-americanos estariam pressionando outros países a tomarem partido em um cenário de competição geopolítica.

No comunicado dos senadores, apesar das críticas à Hungria, não foram detalhadas as preocupações específicas. Contudo, o grupo exortou Budapeste a se manter próxima de seus aliados, ouvindo e agindo conforme suas preocupações.

A delegação de senadores norte-americanos que visitou a Hungria foi composta por Jerry Moran, Susan Collins, John Cornyn, John Boozman e John Hoeven.

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