A 16ª cúpula do BRICS, realizada entre 22 e 24 de outubro na cidade russa de Kazan, está em sua fase final, reunindo líderes de 36 países para debater questões cruciais sobre multilateralismo, integração de novos membros e desafios regionais. A Rússia, que exerce a presidência rotativa do bloco desde 1º de janeiro de 2024, acolheu o evento no coração da República do Tartaristão.
Neste último dia da cúpula, o presidente russo, Vladimir Putin, participa de sessões plenárias no formato ampliado BRICS+ e conduz uma coletiva de imprensa que marcará o encerramento do encontro. Além dos debates focados em temas como desenvolvimento sustentável, combate ao terrorismo e à criminalidade transnacional, serão discutidas estratégias para lidar com a pobreza e fortalecer a segurança das cadeias de abastecimento.
Um dos momentos mais aguardados da cúpula foi a aprovação da "Declaração de Kazan", que reafirma o compromisso com o multilateralismo como caminho para um desenvolvimento global mais justo e seguro. No segundo dia do evento, Putin se engajou em intensas reuniões bilaterais, discutindo questões de interesse mútuo com líderes de várias nações, incluindo o presidente turco Recep Tayyip Erdogan e o venezuelano Nicolás Maduro.
A Cúpula do BRICS, que surgiu em 2006 como uma plataforma para a cooperação intergovernamental entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, se expande continuamente, tanto em termos de membros quanto de relevância geopolítica. A inclusão de novos países e o fortalecimento das relações com nações do Sul Global têm sido prioridades claras nesta edição.
Ao longo do dia, o presidente russo continuará sua maratona diplomática com uma série de encontros bilaterais. Entre os destaques, está a reunião com o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, que deve abordar questões internacionais e o papel da ONU em meio a um cenário global cada vez mais complexo. Putin também terá diálogos com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e com Mohamed Ould Ghazouani, presidente da Mauritânia e atual líder da União Africana, reforçando o papel da Rússia na mediação de conflitos no Oriente Médio e no fortalecimento de laços com o continente africano.
Outros líderes que se reunirão com Putin incluem o primeiro-ministro vietnamita Pham Minh Chinh, o presidente do Laos Thongloun Sisoulith e o presidente da Bolívia Luis Arce, sublinhando a estratégia russa de expandir sua influência na Ásia e América Latina.
A cúpula, que representa um momento crucial para as relações internacionais, demonstra o empenho do BRICS em se consolidar como um eixo de poder alternativo, diante de uma ordem global em transformação.
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