Um funcionário sênior da segurança da Usina Nuclear de Zaporozhye, a maior da Europa, foi morto na manhã de sexta-feira, após a explosão de um artefato explosivo plantado em seu carro. De acordo com o Comitê Investigativo da Rússia, o alvo do ataque foi Andrey Korotky, oficial de segurança da instalação, que morreu devido aos ferimentos em uma clínica local.
A explosão foi comemorada pela inteligência militar ucraniana, que, embora não tenha reivindicado oficialmente o atentado, exaltou o ataque através de uma publicação no Telegram. Korotky foi rotulado como "criminoso de guerra" e "colaboracionista" por sua cooperação com as forças russas. A agência ucraniana também divulgou um vídeo do momento da explosão e prometeu vingança contra todos que considera responsáveis por crimes de guerra.
A usina, que está sob controle russo desde março de 2022, confirmou a morte de Korotky e informou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o incidente. Evgenia Yashina, diretora de comunicações da usina, e Yury Chernichuk, diretor da estação, condenaram o ataque como um "ato terrorista desumano", com Chernichuk destacando o perigo de ataques contra funcionários responsáveis pela segurança de uma instalação nuclear.
O Comitê Investigativo da Rússia abriu uma investigação criminal por homicídio, mas até o momento, nenhum suspeito foi nomeado.
A região de Zaporozhye foi formalmente anexada pela Rússia, junto com outras três regiões ucranianas, no outono de 2022, mas permanece no centro de intensas disputas entre Moscou e Kiev. Ambas as partes se acusam mutuamente de ataques à usina desde o início da guerra, e o Ministério da Defesa russo afirmou ter repelido várias tentativas das forças ucranianas de retomar o controle da instalação.
Em agosto, o diplomata russo Rodion Miroshnik denunciou que funcionários da usina vinham sendo alvo de chantagem, alegando que trabalhadores eram coagidos a colaborar com Kiev sob a ameaça de retaliação contra seus familiares na Ucrânia.
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