Navios de guerra dos EUA e Canadá atravessam Estreito de Taiwan, informa Ministério da Defesa de Taiwan
Navios de guerra das marinhas dos Estados Unidos e do Canadá atravessaram o Estreito de Taiwan no último domingo, conforme comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa de Taiwan nesta segunda-feira. De acordo com a nota oficial, "um navio da Marinha dos EUA e outro da Marinha do Canadá navegaram de sul a norte pelo Estreito de Taiwan ontem". Durante toda a travessia, as Forças Armadas taiwanesas monitoraram a área marítima e o espaço aéreo relevantes, garantindo total controle da situação, conforme frisou o comunicado.
A tensão na região tem aumentado significativamente desde a visita de Nancy Pelosi, então presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, à ilha em agosto de 2022. A China, que considera Taiwan uma província dissidente, interpretou a visita como um gesto de apoio à independência taiwanesa e respondeu com grandes exercícios militares nas proximidades da ilha.
A relação formal entre o governo central da China e Taiwan foi interrompida em 1949, quando o líder do Kuomintang, Chiang Kai-shek, após ser derrotado pelas forças comunistas lideradas por Mao Zedong na guerra civil chinesa, se refugiou na ilha. Desde então, os laços entre a China continental e Taiwan se restringem a contatos informais e comerciais. No início dos anos 1990, as duas partes começaram a interagir por meio de organizações não-governamentais, como a Associação para as Relações através do Estreito de Taiwan, sediada em Pequim, e a Fundação de Intercâmbio entre Estreitos, baseada em Taipei.
A passagem de navios estrangeiros pelo Estreito de Taiwan é vista com desconfiança por Pequim, que considera tais ações uma violação de sua soberania. Já os EUA e seus aliados afirmam que essas travessias são operações regulares de "liberdade de navegação" em águas internacionais, o que reforça seu apoio ao status quo da região e à independência de facto de Taiwan.
Enquanto a China intensifica suas atividades militares na região e as tensões aumentam, a presença de navios de países ocidentais no estreito tem sido uma constante, com o objetivo de demonstrar o compromisso das potências ocidentais em garantir a segurança e a estabilidade no Indo-Pacífico, além de preservar as rotas comerciais internacionais que atravessam essa área estratégica.
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