O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, declarou na quarta-feira que o Pentágono não possui evidências concretas da suposta existência de um bunker do Hezbollah sob o Hospital Geral Sahel, no Líbano. No entanto, ressaltou que os EUA continuarão colaborando com Israel para esclarecer a situação. "Ainda não vimos provas disso, mas vamos continuar a trabalhar com nossos parceiros israelenses para obter uma compreensão mais precisa do que eles estão investigando", afirmou Austin durante uma visita a Roma, conforme relatado pela imprensa norte-americana.
A polêmica teve início após declarações do porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Avichay Adraee, que alegou que o Hezbollah estaria utilizando um bunker localizado diretamente sob o hospital para armazenar grandes quantias de dinheiro e ouro. Em resposta, o diretor do hospital, Fadi Fakhry Alame, afirmou à CNN que as acusações israelenses eram "infundadas" e apenas serviriam como justificativa para continuar os ataques ao Líbano.
Desde 23 de setembro, o Hospital Geral Sahel opera em modo de emergência, e, na terça-feira, todos os pacientes e funcionários foram evacuados após o exército israelense emitir um alerta de ataque iminente, conforme relatado pela agência Sputnik.
No dia 1º de outubro, Israel lançou uma operação terrestre contra o Hezbollah no sul do Líbano, ao mesmo tempo em que mantém uma troca contínua de ataques aéreos e de foguetes com o movimento xiita. Desde o início da escalada, o número de mortos no Líbano em decorrência dos bombardeios israelenses já ultrapassa 2 mil. Mesmo diante dessas perdas, o Hezbollah continua combatendo as forças israelenses em solo e lançando foguetes contra o território israelense. O objetivo declarado de Israel é criar condições seguras para o retorno dos 60 mil moradores que fugiram da região norte de Israel devido aos bombardeios.
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