Pentágono evita comentar possível ataque a instalações petrolíferas iranianas

Na quinta-feira, a porta-voz adjunta do Pentágono, Sabrina Singh, recusou-se a fornecer detalhes sobre a possibilidade de instalações petrolíferas iranianas se tornarem alvos em um iminente ataque israelense contra o Irã. Em coletiva de imprensa, Singh afirmou: "Trazer à tona aqui quais podem ser os alvos potenciais não acredito que tenha um propósito ou seja realmente útil."

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou que não apoia um ataque israelense a instalações nucleares iranianas, mas evitou dar uma resposta direta quando questionado se apoiaria uma ofensiva contra as instalações de petróleo do Irã. Essa hesitação reflete o dilema estratégico dos EUA em equilibrar o apoio a Israel sem se envolver diretamente em um conflito militar com o Irã.

A tensão aumentou na terça-feira, quando o Irã lançou centenas de mísseis balísticos em direção a Israel, em retaliação ao assassinato de líderes regionais influentes: Hassan Nasrallah, chefe do Hezbollah; Ismail Haniyeh, líder político do Hamas; e Abbas Nilforoushan, comandante sênior da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, destacou que seu país não busca uma guerra com Israel, mas ressaltou que o Irã responderá com firmeza a qualquer ameaça à sua soberania. "Enfrentaremos qualquer agressão com determinação", afirmou, reiterando a postura defensiva de sua nação diante da crescente tensão no Oriente Médio.

Essa escalada de violência e incerteza estratégica aumenta as preocupações globais sobre a possibilidade de um conflito de larga escala, capaz de impactar a economia global e acentuar a instabilidade geopolítica na região.

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