Milhares de pessoas se reuniram em Havana nesta terça-feira em um ato de solidariedade ao povo palestino e de repúdio à agressão israelense. A manifestação, liderada pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel, atraiu cerca de 10 mil participantes, incluindo o primeiro-ministro Manuel Marrero, o presidente do Parlamento Esteban Lazo e outros altos representantes do governo. O evento foi realizado em frente à embaixada dos Estados Unidos, em um gesto simbólico que reforça a crítica de Cuba ao apoio americano a Israel.
Díaz-Canel expressou sua indignação em suas redes sociais, declarando: "Contra o genocídio em Gaza e no Líbano; contra a tentativa israelense de exterminar o nobre povo palestino; contra a impunidade imperialista que protege os autores do genocídio. Cuba marcha com nossa demanda histórica: 'Rejeite a filosofia do saque, e a filosofia da guerra cessará'". A multidão, portando bandeiras palestinas, entoava palavras de ordem como "Palestina livre", refletindo o apoio da ilha caribenha à causa palestina e sua crítica veemente à política externa dos EUA.
Críticas à Influência dos EUA e à Impunidade
Durante o ato, Fernando González, presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, reforçou o papel dos Estados Unidos no conflito, afirmando que a violência contra os palestinos "não poderia ocorrer sem o apoio do governo dos EUA, e isso precisa ser reconhecido e condenado". González acusou os EUA de encorajar Israel a "internacionalizar o genocídio na Faixa de Gaza, que já está se expandindo perigosamente para o Líbano e outras regiões".
O histórico de Cuba de apoio à Palestina remonta a 1988, quando reconheceu oficialmente o Estado Palestino. Em 2023, o país reafirmou seu posicionamento ao apoiar uma resolução das Nações Unidas que buscava a inclusão da Palestina como um Estado-membro da organização. A marcha em Havana reflete a continuidade dessa postura, num momento em que o conflito no Oriente Médio toma novas proporções e gera condenações globais.
A manifestação em Havana simboliza uma aliança histórica entre Cuba e a Palestina, marcada por uma retórica comum contra o que Cuba define como imperialismo americano e a "filosofia do saque". A presença de líderes cubanos ao lado de milhares de manifestantes envia uma mensagem clara ao cenário internacional sobre a posição de Cuba frente ao conflito.
Comentários
Postar um comentário