UE Aprova Empréstimo de €35 bilhões para a Ucrânia com Garantia de Ativos Russos Congelados

Os países da União Europeia (UE) decidiram fornecer à Ucrânia um empréstimo de até 35 bilhões de euros (cerca de US$ 38 bilhões), como parte de um esforço conjunto liderado pelo Grupo dos Sete (G7). Esse financiamento, garantido por ativos congelados do Banco Central da Rússia, foi confirmado por meio de um comunicado do Conselho da UE. A medida deve ser aprovada pelo Parlamento Europeu ainda em outubro, permitindo que os recursos sejam liberados no próximo ano.

A Ucrânia enfrenta uma necessidade urgente de apoio financeiro para sustentar sua economia, equipar suas forças armadas e manter a operação de sua rede elétrica durante o rigoroso inverno, após os intensos bombardeios das tropas russas. O empréstimo da UE integra um plano mais amplo, de US$ 50 bilhões, aprovado pelo G7 em junho, e se destaca como o primeiro montante especificado pelos membros do grupo. Estados Unidos e Reino Unido ainda não anunciaram suas respectivas contribuições.

Esse pacote financeiro faz parte de um compromisso maior assumido pelo G7 e pela UE, que visa usar os lucros gerados pelos ativos russos congelados para ajudar a Ucrânia. Desde o início da invasão em grande escala em fevereiro de 2022, a UE bloqueou cerca de US$ 235 bilhões de fundos do Banco Central Russo, a maior parte desses valores retidos em contas da Euroclear, uma entidade de depósito internacional sediada na Bélgica.

A iniciativa do G7 busca capitalizar os rendimentos desses ativos para ampliar o montante destinado a Kiev, substituindo um esquema anterior da UE, que transferiu US$ 1,7 bilhão para a Ucrânia em julho. No entanto, a implementação desse novo plano foi retardada por preocupações dos EUA, que solicitaram garantias de que os ativos russos continuariam congelados.

A complexidade política interna da UE também tem impactado o avanço do plano. Os estados membros da UE precisam renovar a cada seis meses a decisão de manter os ativos russos bloqueados. Recentemente, uma proposta para estender esse congelamento por 36 meses foi rejeitada pela Hungria, que prefere aguardar o resultado das eleições presidenciais dos EUA, previstas para novembro, antes de decidir sobre a extensão da medida.

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