O movimento houthi do Iêmen intensificou seus ataques contra Israel desde outubro de 2023, em apoio à causa palestina em Gaza. Em uma nova ação, o grupo afirma ter derrubado mais um drone MQ-9 Reaper americano na província de al-Jawf, no norte do Iêmen. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram os destroços do veículo aéreo não tripulado em chamas, iluminando a escuridão da madrugada enquanto moradores locais observam o ocorrido. Em resposta, o exército dos Estados Unidos confirmou a análise das imagens, mas ainda não ofereceu informações adicionais sobre o incidente.
Este ataque eleva para cerca de dez o número de drones americanos abatidos pelos houthis desde novembro de 2023. Considerando os incidentes anteriores, somam-se treze derrubadas desde 2017. Cada MQ-9 Reaper custa aproximadamente 32 milhões de dólares (cerca de 160 milhões de reais), evidenciando o impacto econômico dessas perdas para os EUA.
Os houthis dispõem de um vasto arsenal de sistemas de defesa aérea, que inclui modernizações de equipamentos soviéticos, como os mísseis Kub, Dvina, Neva/Pechora e Strela-1, além de sistemas derivados de tecnologia iraniana. Em outra ação na sexta-feira, fontes revelaram à Sputnik que o grupo lançou um míssil hipersônico em direção a um “alvo estratégico no deserto de Neguev”, no sul de Israel.
Embora o alvo exato não tenha sido especificado, a região abriga importantes bases aéreas israelenses, como a Nevatim, que opera a frota de caças F-35I, e Hatzerim, sede de aeronaves F-15I. Além disso, no topo do Monte Har Qeren, também no Neguev, encontra-se a instalação ultrassecreta dos EUA, conhecida como Site 512.
Os houthis revelaram, em setembro, o míssil hipersônico de dois estágios e combustível sólido, o "Palestine-2", com alcance de 2.150 km, capacidade de atingir velocidades de até Mach 16 e tecnologia furtiva. Diversos mísseis e drones do grupo vêm atravessando as robustas defesas aéreas de Israel, destacando a dificuldade das forças dos EUA, Reino Unido e Israel em neutralizar as operações houthis. Estima-se que, desde janeiro, os EUA já gastaram mais de 2,5 bilhões de dólares (cerca de 12,5 bilhões de reais) em ações para conter o avanço do grupo.
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