Os países do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros membros mais recentes, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos) possuem mais de 20% das reservas globais de ouro, de acordo com cálculos do Sputnik, baseados em dados do Conselho Mundial do Ouro. Ao final do segundo trimestre de 2024, as reservas globais de ouro somavam 29.030 toneladas, das quais os países do BRICS (excluindo Irã e Etiópia) detinham 6.200 toneladas, representando 21,4% do total mundial.
A Rússia lidera dentro do bloco, com 2.340 toneladas de ouro, equivalente a 8,1% das reservas globais. A China aparece logo em seguida, com 2.260 toneladas (7,8%). Os outros membros do BRICS — Índia, Arábia Saudita, Brasil, Egito, África do Sul e Emirados Árabes Unidos — possuem reservas mais modestas, somando juntas menos de 3% do total global.
A Índia mantém 840,76 toneladas de ouro, a Arábia Saudita possui 323 toneladas, o Brasil detém 129,7 toneladas, o Egito 126,57 toneladas, a África do Sul 125,44 toneladas e os Emirados Árabes Unidos 74,5 toneladas. Esses números refletem uma participação relevante, porém modesta em relação às reservas de ouro mundiais, que são fortemente dominadas pelos Estados Unidos, com impressionantes 8.100 toneladas, representando cerca de um terço do total global. Outros países europeus, como Alemanha, Itália e França, também possuem reservas consideráveis.
O domínio das reservas de ouro por países como Rússia e China dentro do BRICS demonstra a relevância econômica do bloco em termos de recursos estratégicos, reforçando a crescente influência global dessas nações no cenário internacional.
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