Corpo de Bombeiros Canadense Pede Desculpas por Convidados com Fantasias do KKK em Festa de Halloween
O Corpo de Bombeiros de North Sydney, na Nova Escócia, Canadá, se desculpou publicamente após um grupo de convidados comparecer à sua festa anual de Halloween usando trajes da Ku Klux Klan, gerando acusações de racismo e ampla repercussão nas redes sociais. O incidente, registrado em fotos que rapidamente se tornaram virais, mostrou quatro indivíduos fantasiados como membros da KKK, com um deles portando uma cruz de madeira.
Em um comunicado no Facebook, o clube de bombeiros enfatizou que “os quatro indivíduos não têm qualquer vínculo com a organização”. Quando questionado sobre como o grupo foi autorizado a entrar trajando vestes tão polêmicas, o Chefe dos Bombeiros, Lloyd MacIntosh, declarou ao portal Global News que houve “um erro” e que voluntários posteriormente removeram a cruz de madeira de um dos convidados.
Wade Gouthro, vice-chefe dos bombeiros, manifestou-se nas redes sociais sobre o ocorrido, afirmando que o clube “não representa” os valores associados ao grupo extremista e que o incidente é “absolutamente contrário” à postura do corpo de bombeiros. Em sua publicação, Gouthro ainda enfatizou que “ser rotulado de racista dói profundamente” e reforçou que a corporação jamais agiria com o intuito de “ferir ou ofender qualquer pessoa, independentemente de raça, cor, orientação ou religião.”
A Ku Klux Klan, formada nos Estados Unidos no pós-Guerra Civil, é uma das organizações extremistas mais antigas do país. Embora tenha perdido relevância e número de membros ao longo das décadas, nos anos 1920 o grupo chegou a contar com milhões de adeptos, influenciando até a esfera política, com membros no Congresso e até um juiz da Suprema Corte dos EUA. No Canadá, a KKK teve representatividade na província de Saskatchewan, especialmente na primeira metade do século XX.
Atualmente, a KKK é uma sombra do que foi no passado, com menos de 3.000 membros estimados nos EUA, conforme apontado até por críticos ferrenhos do grupo. As autoridades locais de North Sydney estão conduzindo uma investigação para apurar se o ocorrido pode ser caracterizado como um crime de ódio.
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