O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou uma recompensa de US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões) para qualquer pessoa que consiga trazer de volta, com vida, um dos reféns mantidos em Gaza. A declaração foi feita durante uma breve visita à Faixa de Gaza, em meio à intensa escalada do conflito.
Os reféns foram capturados pelo grupo Hamas em outubro de 2023, durante um ataque que devastou o sul de Israel e deixou centenas de mortos. De um total inicial de mais de 250 pessoas sequestradas, algumas foram resgatadas por meio de negociações ou operações militares. Entretanto, até o início de novembro, estimava-se que 51 ainda estivessem vivos sob o controle do Hamas.
Netanyahu reforçou o compromisso de seu governo em resgatar os reféns e enviou um recado direto aos sequestradores: "Quem ousar fazer mal aos nossos reféns pagará caro. Vamos persegui-los e encontrá-los." Ele também incentivou os que quisessem colaborar: "Aqueles que trouxerem um refém terão uma saída segura para si e suas famílias. Além disso, recompensaremos com US$ 5 milhões por cada vida salva."
A mídia israelense já havia noticiado, semanas antes, a intenção de Netanyahu de oferecer milhões em resgate e um corredor seguro para quem ajudasse no retorno dos reféns.
Críticas internas e desdobramentos do conflito
Netanyahu enfrenta forte pressão interna, com críticas sobre a condução da crise. Parte da opinião pública acusa o governo de priorizar ataques contra o Hamas em detrimento da segurança dos reféns. Paralelamente, negociações mediadas pelo Catar, com apoio dos Estados Unidos, para um cessar-fogo e a libertação dos sequestrados, foram interrompidas. Autoridades em Doha alegam que ambas as partes não demonstraram boa-fé nas conversas.
O premiê também é acusado de vazar informações à imprensa para fortalecer sua postura dura no conflito, algo que ele classificou como uma "caça às bruxas". Enquanto isso, o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, recentemente demitido, teria dito às famílias dos reféns que as Forças Armadas não têm mais ações viáveis para executar em Gaza.
De acordo com autoridades palestinas, o número de mortos em Gaza ultrapassa 44 mil, mas organizações humanitárias alertam que os números reais podem ser ainda mais elevados.
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