Pressões internacionais pedem o fim da guerra em Gaza

Os Estados Unidos, por meio do Secretário de Estado Antony Blinken, reforçaram o apelo para que Israel encerre suas operações militares em Gaza. Segundo Blinken, os objetivos declarados por Tel Aviv em relação ao grupo militante Hamas já foram alcançados, tornando desnecessária a continuidade da ofensiva.

Após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas realizou uma incursão ao sul de Israel, matando cerca de 1.200 pessoas e capturando mais de 250 reféns, Israel iniciou uma ampla campanha militar contra Gaza. Desde então, mais de 43 mil pessoas morreram, conforme estimativas, sendo quase 70% mulheres e crianças, segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU.

Durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas, Blinken destacou que Israel cumpriu suas metas ao desmantelar a estrutura militar do Hamas e atingir os líderes responsáveis pelo ataque. “Este deveria ser o momento para encerrar a guerra”, afirmou, mencionando um plano de saída apoiado pelos EUA que garantiria que o Hamas não retome o controle da região.

Apesar disso, Israel continua mantendo tropas em Gaza. De acordo com relatos da imprensa local, o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, teria afirmado, em uma reunião privada com famílias de reféns, que "não há mais nada a fazer em Gaza". Gallant foi demitido na semana passada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acusado de "quebra de confiança".

O jornal Haaretz, conhecido por suas posições progressistas, publicou um editorial no domingo passado acusando Netanyahu de promover uma "limpeza étnica" em Gaza. A publicação responsabilizou o premiê por crimes de guerra, expulsões forçadas e destruição de lares palestinos, além de preparar terreno para uma ocupação prolongada e assentamentos judaicos.

Além do conflito em Gaza, Israel tem conduzido operações militares no Líbano contra o grupo Hezbollah. Segundo o Ministério da Saúde libanês, as hostilidades já resultaram em 3.287 mortes desde o início das tensões em outubro passado.

Enquanto isso, as tentativas de mediação entre Israel e Hamas, lideradas pelo Catar, estão suspensas. Doha declarou que só retomará o papel de mediador caso as partes demonstrem seriedade em encerrar a guerra.

Comentários