A participação do presidente dos EUA, Joe Biden, na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), realizada no Peru, trouxe poucas esperanças de avanços diplomáticos significativos. O encontro entre Biden e o presidente chinês, Xi Jinping, foi descrito como um gesto meramente protocolar, segundo Jeff J. Brown, autor e fundador da Seek Truth From Facts Foundation.
Brown avaliou que, embora o encontro simbolizasse respeito às tradições confucionistas de protocolo e posição, sua relevância prática foi limitada. Xi teria reiterado pontos já compartilhados anteriormente em conversas com o ex-presidente Donald Trump: a necessidade de cooperação mútua como potências globais e a inviabilidade de conter o progresso chinês por meio de políticas restritivas.
Apesar das trocas formais, Brown acredita que a China permanece cautelosa quanto à postura americana, independentemente de quem esteja no comando. Ele destacou que as diferenças entre Trump e Biden são de estilo, e não de substância, com ambos representando estratégias percebidas como hostis por Pequim. “Trump é mais direto, enquanto Biden age de forma mais sutil, mas o resultado para a China é o mesmo: ataques aos seus interesses,” afirmou.
Outro ponto observado por Brown foi o tratamento dispensado a Biden na cúpula. A ausência de um tapete vermelho na chegada e sua marginalização na foto oficial do evento foram interpretadas como símbolos do declínio da influência ocidental no cenário global.
Brown destacou ainda o crescimento de blocos multipolares como APEC, BRICS e União Africana, que, segundo ele, representam uma aposta da comunidade internacional em uma ordem mundial mais equilibrada, pacífica e colaborativa.
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