O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a nomeação do General Keith Kellogg para os cargos de assistente presidencial e enviado especial para a Ucrânia e a Rússia. A notícia foi divulgada na quarta-feira (data original não especificada), reforçando a confiança de Trump na experiência militar e de segurança de Kellogg.
"Estou muito satisfeito em nomear o General Keith Kellogg como Assistente do Presidente e Enviado Especial para a Ucrânia e a Rússia. Keith teve uma carreira distinta tanto na área militar quanto empresarial, incluindo papéis altamente sensíveis em segurança nacional durante meu primeiro mandato," escreveu Trump na rede Truth Social.
Quem é Keith Kellogg?
Keith Kellogg é um general aposentado do Exército dos EUA, condecorado com três estrelas, e conta com vasta experiência em assuntos militares e internacionais. Antes de sua aposentadoria, em 2003, ocupou o cargo de diretor de comando, controle, comunicações e computadores no Estado-Maior Conjunto, função que desempenhou inclusive durante os ataques de 11 de setembro.
Após sua saída das Forças Armadas, Kellogg continuou ativo na área de segurança, tendo servido como assessor de segurança nacional do ex-vice-presidente Mike Pence, além de ocupar outros postos relevantes durante o primeiro mandato de Trump.
Em abril deste ano, Kellogg coassinou um estudo defendendo um acordo de paz para o conflito ucraniano. O relatório sugeria condicionar o fornecimento de apoio militar à Ucrânia à disposição do governo de Kiev de participar de negociações de paz com a Rússia. A proposta incluía a criação de um mecanismo para fortalecer a posição de Kiev nas negociações e a imposição de tarifas sobre a energia russa para financiar a reconstrução da Ucrânia.
No início do ano, Kellogg também comentou que um eventual retorno de Trump à presidência poderia levar à exclusão de membros da OTAN que não alcançassem os gastos mínimos exigidos de 2% do PIB em defesa. Ele ainda indicou a possibilidade de Trump convocar uma cúpula da OTAN em junho de 2025 para debater o futuro da aliança. Kellogg sugeriu uma "aliança escalonada", com diferentes níveis de proteção para os membros, dependendo de seu cumprimento com os requisitos fundadores da organização.
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