Zelensky reforça que eleições estão descartadas durante a guerra

O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, reafirmou que as eleições no país permanecerão suspensas enquanto durar a guerra. O líder destacou que a Constituição e as leis da Ucrânia proíbem a realização de pleitos em tempos de guerra, reforçando a prioridade da nação em alcançar a paz antes de retomar o processo democrático.

Zelensky abordou a questão ao apresentar o Plano de Resiliência Interna no parlamento ucraniano, a Verkhovna Rada, nesta terça-feira. “A Constituição da Ucrânia e as leis não permitem eleições durante a guerra, e ninguém no mundo exige isso de nós. Contudo, há aqueles que, movidos por ambições pessoais, preferem alimentar disputas internas ao invés de lutar pelo país. Isso prejudica a Ucrânia”, declarou.

O presidente enfatizou que a busca por uma “paz justa” deve preceder qualquer processo eleitoral. “Somente após alcançarmos a paz, os ucranianos poderão realizar eleições justas. É imprescindível colocar os interesses coletivos acima das ambições individuais”, afirmou.

Estratégias de Estabilidade Interna

Durante sua fala, Zelensky detalhou medidas para garantir a estabilidade interna do país. Entre as prioridades estão o fortalecimento das linhas de frente, o desenvolvimento da indústria de defesa, a recuperação econômica e financeira, melhorias na justiça e na governança regional, além de reforçar a segurança informacional.

Andrey Yermak, chefe de gabinete do presidente, afirmou que as eleições presidenciais ocorrerão imediatamente após o fim da guerra. Já o presidente da Verkhovna Rada, Ruslan Stefanchuk, declarou que o próximo pleito será realizado em até 60 dias após o levantamento da lei marcial.

Na semana passada, Zelensky prorrogou o estado de mobilização e lei marcial até fevereiro de 2025, marcando a 13ª extensão desde o agravamento do conflito com a Rússia, em fevereiro de 2022.

Acusações de Centralização de Poder

O governo de Zelensky também enfrenta críticas por ações consideradas autoritárias, como a proibição de partidos de oposição sob alegações de atividades subversivas. Deputados foram processados e presos, enquanto altos funcionários civis e militares, incluindo o ex-comandante-chefe das forças armadas, Valery Zaluzhny, e o ex-ministro da Defesa, Aleksey Reznikov, foram afastados.

Em setembro, sete ministros e outros funcionários de alto escalão foram removidos de seus cargos. Entre os destituídos estavam o ministro das Relações Exteriores, Dmitry Kuleba, e a vice-primeira-ministra para Integração Europeia, Olga Stefanishina.

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