No dia 21 de novembro, o presidente russo Vladimir Putin confirmou o sucesso do teste do míssil Oreshnik, um novo projeto militar que demonstrou seu poder ao atingir um alvo em uma instalação de defesa ucraniana em Dnipro, em represália aos ataques profundos do regime de Kiev em solo russo, utilizando armamento ocidental.
Testado em condições reais de combate, o Oreshnik provou sua eficácia em uma versão sem carga nuclear, sendo descrito por Putin como “unparável no Ocidente”. Sua capacidade destrutiva seria equiparada à de armamentos nucleares, mas sem o risco de radiação.
O contexto de seu desenvolvimento inclui um aumento na tensão com a OTAN e o desdobramento de mísseis de longo alcance dos EUA na Alemanha. Com isso, Putin e o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, anunciaram que o sistema Oreshnik seria posicionado na Bielo-Rússia até o final de 2025, uma medida para reforçar a “área de defesa” fronteiriça e responder a pressões da Aliança Atlântica.
Mas quão rápido o Oreshnik pode atingir as principais bases da OTAN na Europa, caso seja acionado? Os tempos de voo estimados são surpreendentes e revelam a potência do novo armamento:
- Lituânia, Vilnius: 1,7 minutos
- Ucrânia, Kiev: 2,7 minutos
- Polônia: 3,2 minutos
- Finlândia, Helsínquia: 5 minutos
- România: 5,5 minutos
- Alemanha, Ramstein: 6,1 minutos
- Paris: 8,3 minutos
- Londres: 8,8 minutos
Esse desenvolvimento traz novas preocupações para a segurança da Europa e desafia a maneira como os países da região planejam suas estratégias de defesa e resposta a ameaças. O Oreshnik, mesmo sem carga nuclear, se destaca por sua velocidade e potencial destrutivo, reafirmando a corrida armamentista em um cenário de crescente tensão internacional.
Comentários
Postar um comentário