Biden encerra mandato com perdão de mais US$ 4,2 bilhões em dívidas estudantis nos EUA

A administração do presidente Joe Biden anunciou o cancelamento de US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) em dívidas estudantis, beneficiando mais 55 mil pessoas em setores como educação, saúde e segurança pública. Essa medida, divulgada a poucas semanas do fim de seu mandato, eleva o total de perdões concedidos durante sua presidência para aproximadamente US$ 180 bilhões, alcançando quase cinco milhões de americanos.

"Graças às nossas ações, milhões agora têm o fôlego financeiro para abrir negócios, economizar para a aposentadoria e perseguir planos de vida antes adiados pelo peso das dívidas estudantis", afirmou a Casa Branca em comunicado.

O Departamento de Educação destacou que esta rodada de perdão deve ser a última antes de Biden deixar o cargo em janeiro. A administração democrata enfrentou obstáculos significativos em sua tentativa de oferecer alívio mais amplo. Em 2022, Biden apresentou um plano histórico para cancelar centenas de bilhões de dólares em dívidas, com cancelamentos de até US$ 20 mil para certos mutuários e US$ 10 mil para a maioria. No entanto, a Suprema Corte, de maioria conservadora, derrubou o programa no ano passado, alegando que o presidente havia excedido seus poderes.

Após a decisão, Biden direcionou esforços para expandir programas de alívio específicos, incluindo flexibilizações nas regras para perdão de dívidas de servidores públicos. Antes disso, o programa registrava uma taxa de rejeição de 99%, devido a exigências complexas e confusões sobre elegibilidade.

Nos Estados Unidos, os custos anuais de faculdades variam entre US$ 10 mil e US$ 70 mil, deixando muitos formados endividados ao iniciar suas carreiras. Dados do Pew Research Center indicam que um em cada quatro adultos americanos com menos de 40 anos possui dívidas estudantis, com valores médios entre US$ 20 mil e US$ 25 mil em 2023.

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