O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reuniu-se com o primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia al-Sudani, em uma visita surpresa a Bagdá para discutir a transição política da Síria e o enfrentamento ao Estado Islâmico (EI).
Na última etapa de sua viagem ao Oriente Médio, Blinken destacou a importância de uma transição que promova um governo inclusivo e não sectário na Síria, protegendo minorias e evitando que o território se torne base para atividades terroristas. "É um momento para o Iraque reforçar sua soberania, estabilidade e segurança", afirmou.
Durante o encontro, Blinken ressaltou os avanços obtidos pelos EUA e pelo Iraque na eliminação do califado territorial do EI, mas alertou para o risco de reagrupamento do grupo extremista na Síria. "Estamos determinados a garantir que o Daesh não possa ressurgir", disse ele.
Apesar das preocupações de Bagdá sobre instabilidades que possam cruzar as fronteiras, o Iraque optou por não permitir que grupos rebeldes xiitas interfiram na situação síria. A queda do governo de Bashar al-Assad foi liderada por forças opositoras, como o Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que rejeitou vínculos com a Al-Qaeda e o EI, afirmando não ter ambições no território iraquiano.
Esforços paralelos no Oriente Médio
Antes de Bagdá, Blinken esteve na Turquia, onde discutiu com o presidente Recep Tayyip Erdogan a necessidade de impedir o fortalecimento do EI na Síria. Erdogan garantiu o compromisso turco em combater o terrorismo, mesmo enquanto enfrenta grupos curdos aliados aos EUA.
Blinken também apontou "sinais encorajadores" em relação a um cessar-fogo na Faixa de Gaza, destacando o papel da Turquia em persuadir o Hamas a aceitar um acordo. "Vemos uma oportunidade de avançar para um cessar-fogo que ajude a encerrar este conflito", afirmou.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 44.875 palestinos morreram e 106.454 ficaram feridos desde o início do conflito com Israel, em 7 de outubro de 2023.
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