Uma investigação conduzida ao longo de dois anos por congressistas norte-americanos revelou um desvio de mais de US$ 250 bilhões (aproximadamente R$ 1,3 trilhão) em auxílios governamentais destinados à população durante a pandemia de COVID-19. O esquema de fraudes, detalhado em um relatório da Subcomissão Especial sobre a Pandemia de Coronavírus, expõe graves falhas nos mecanismos de controle.
Segundo o documento, fraudes no sistema de seguro-desemprego resultaram em perdas superiores a US$ 191 bilhões (cerca de R$ 950 bilhões). Os criminosos exploraram vulnerabilidades no sistema, utilizando dados pessoais roubados de cidadãos norte-americanos para acessar os recursos.
Outro foco do esquema foi o Programa de Proteção ao Salário (Paycheck Protection Program), que concedia empréstimos perdoados para atenuar os impactos econômicos da crise sanitária. Pelo menos US$ 64 bilhões (aproximadamente R$ 320 bilhões) foram desviados por fraudadores que exploraram lacunas nas normas do programa.
Além disso, cerca de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) foram perdidos em auxílios para pequenos negócios, devido à ausência de mecanismos de controle eficazes.
Os primeiros sinais da pandemia surgiram em 31 de dezembro de 2019, quando autoridades chinesas informaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre um surto de pneumonia de origem desconhecida em Wuhan, na província de Hubei. No início de janeiro de 2020, foi confirmado que a causa era um novo tipo de coronavírus. Em 11 de março de 2020, a OMS declarou oficialmente a situação como uma pandemia global.
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