Israel amplia ocupação nas Colinas de Golã: tensões aumentam com expansão militar em território sírio

No dia 8 de dezembro, o exército israelense intensificou o controle sobre as Colinas de Golã, ocupando áreas até então sob domínio sírio. A região, palco de disputas históricas, está parcialmente sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

“Israel revela seu verdadeiro caráter como uma potência colonial, pronta para expandir sua ocupação sempre que a oportunidade surge”, afirmou Bader Al-Saif, presidente fundador da Al-Saif Consulting e professor assistente na Universidade do Kuwait, em entrevista ao Sputnik. “Este é um desenvolvimento extremamente preocupante.”

No mesmo dia, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou a intensificação dos ataques em território sírio nos próximos dias, com o objetivo de destruir arsenais de armas. Essa escalada levanta alertas entre especialistas sobre os riscos estratégicos a longo prazo para Israel, especialmente após a decisão unilateral de abandonar o tratado de desengajamento de 1974 com a Síria.

A recente ocupação “complicará futuras negociações” para Israel, destacou o professor Tamer Qarmout, do Instituto de Estudos Avançados de Doha. Sob o direito internacional, as Colinas de Golã pertencem à Síria, enfatizou. Além disso, ele apontou que Tel Aviv está desmantelando a infraestrutura militar da Síria, enfraquecendo o governo e suas capacidades defensivas.

“Israel tem bombardeado alvos na Síria repetidamente, destruindo infraestruturas militares e outros locais estratégicos”, explicou Qarmout. “O objetivo é garantir que o próximo governo ou regime sírio recomece do zero.”

Analistas sugerem que a ofensiva israelense também visa enfraquecer o chamado Eixo da Resistência, liderado pelo Irã. “Eles estão tentando reduzir a influência do Irã na Síria e na região, além de enfraquecer o Hezbollah”, afirmou o especialista político e de segurança Ali Rizk.

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