Trump Pressiona Europa para Enviar Tropas à Ucrânia

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que membros da União Europeia enviem tropas de paz à Ucrânia para supervisionar um cessar-fogo com a Rússia, informou o Wall Street Journal nesta quinta-feira, citando fontes próximas ao assunto.

Trump, que centrou sua campanha presidencial na promessa de resolver rapidamente o conflito entre Rússia e Ucrânia, ainda não detalhou um plano claro desde sua vitória eleitoral. Em uma conversa recente com o presidente francês, Emmanuel Macron, e o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, Trump defendeu que a Europa deveria assumir a responsabilidade principal em monitorar o cessar-fogo, excluindo a participação de tropas norte-americanas, de acordo com o Journal.

A proposta teria surgido de discussões preliminares entre autoridades britânicas e francesas antes de incluir Trump, Zelensky e outros líderes. Além disso, Trump instou a União Europeia a pressionar a China a intervir junto à Rússia para encerrar o conflito, sugerindo tarifas como medida de pressão.

Dúvidas e Resistências

As discussões ainda estão em estágios iniciais e há incertezas sobre quais países participariam, o número de tropas envolvidas e o papel dos EUA no apoio à missão. O plano não estaria vinculado ao comando da OTAN, mas incluiria tropas de países membros da aliança liderada pelos EUA, algo que fontes anônimas reconhecem ser improvável de obter aceitação por parte da Rússia.

Também há dúvidas sobre a viabilidade de os aliados europeus disponibilizarem soldados para a missão ou conseguirem apoio político doméstico para tal iniciativa. Nesse contexto, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, convocou líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Polônia para um encontro em Bruxelas com Zelensky, a fim de discutir garantias de segurança para Kiev.

Apesar de suas declarações, assessores indicam que Trump não está comprometido com nenhuma proposta específica e tem dedicado pouca reflexão ao tema enquanto prepara a transição de poder para 20 de janeiro.

A Rússia, por sua vez, reafirmou sua oposição à associação da Ucrânia com a OTAN, classificando-a como uma ameaça à segurança nacional. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, descreveu a perspectiva de adesão ucraniana à aliança como “categoricamente inaceitável” e um dos principais fatores do conflito atual.

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