As forças ucranianas lançaram uma ofensiva contra um campo de aviação militar próximo à cidade russa de Taganrog, utilizando mísseis ATACMS fornecidos pelos Estados Unidos. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o ataque e prometeu retaliar a investida.
Segundo autoridades russas, dos seis mísseis disparados, dois foram interceptados e destruídos, enquanto os outros quatro foram desviados por interferência de guerra eletrônica, resultando em danos limitados. Fragmentos atingiram dois edifícios administrativos, além de diversos veículos no local. Alguns militares russos ficaram feridos por estilhaços dos mísseis.
A declaração oficial do ministério ressaltou que ataques como este, com armas ocidentais de longo alcance, não ficarão sem resposta, mas não detalhou as possíveis ações. O governador interino da região de Rostov, Yury Slyusar, informou que um "local industrial" foi também impactado, causando a destruição de cerca de 15 veículos em um estacionamento.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram partes de um míssil ATACMS em uma rua de Taganrog, sugerindo que as munições utilizadas continham cabeças de guerra de fragmentação.
Essa ofensiva ocorre após a autorização dos Estados Unidos para que a Ucrânia utilize mísseis de longo alcance em território russo internacionalmente reconhecido. Antes, Washington restringia o uso desses armamentos, temendo uma escalada significativa no conflito com Moscou.
O presidente russo, Vladimir Putin, já havia alertado que ataques com essas armas poderiam alterar drasticamente a dinâmica do conflito, configurando uma possível participação direta da OTAN. Em resposta a episódios semelhantes, em novembro, a Rússia utilizou seu novo míssil balístico hipersônico Oreshnik contra uma instalação militar em Dnipro, na Ucrânia, marcando uma escalada nas hostilidades.
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