Diversas tecnologias de ponta, como exoesqueleto, cão-robô e drones equipados com lasers de alta potência, foram utilizadas em exercícios recentes conduzidos pelo Exército de Libertação Popular da China (PLA, na sigla em inglês). As manobras, que ocorreram em uma região de planalto não divulgada, demonstraram o uso de um modelo colaborativo entre equipamentos tripulados e não tripulados para otimizar o suporte às unidades de combate, segundo comunicado publicado na conta oficial do PLA no WeChat.
Diante de obstáculos que dificultavam o avanço de um comboio, as tropas recorreram a veículos terrestres e não tripulados para cumprir a missão. Ao receberem informações de que as estradas haviam sido sabotadas, os soldados descarregaram os suprimentos e utilizaram drones aéreos e exoesqueletos para contornar as áreas danificadas e completar a entrega. Uma imagem divulgada no comunicado mostra um soldado acompanhado de um cão-robô, carregando duas caixas de suprimentos.
Em outro exercício, focado na neutralização de explosivos, realizado por uma unidade de engenharia marítima do comando naval do PLA no norte, os militares empregaram drones com lasers de alta potência. A operação ocorreu em um campo de tiro localizado na Baía de Bohai. De acordo com a emissora estatal China Central Television (CCTV), o drone primeiro identificou os explosivos e marcou suas coordenadas, enquanto o laser foi usado para destruí-los.
Esses lasers permitem a execução remota e segura da eliminação de explosivos, com alcance de centenas de metros, potência triplicada e redução do tempo necessário para a tarefa em até 80%, afirmou um membro da unidade à CCTV.
O especialista militar chinês Song Zhongping destacou que o PLA não está apenas implementando equipamentos não tripulados para fins de combate, mas também em operações de suporte logístico e eliminação de explosivos. "Essas missões exigiam grande esforço humano no passado, mas a introdução de tecnologias inteligentes tornou o processo mais eficiente", disse Song. Ele também enfatizou que o uso crescente desses sistemas reduz o número de baixas e aumenta a eficácia dos recursos militares.
A ampla adoção de equipamentos não tripulados reflete os esforços de modernização das forças armadas chinesas, apontou Song, evidenciando a busca do país por acompanhar as tendências globais de avanços tecnológicos no setor militar.
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