Musk enfrenta acusações de gesto nazista durante celebração da posse de Trump

Elon Musk, bilionário da tecnologia e CEO da Tesla e SpaceX, está no centro de uma polêmica após realizar gestos durante um discurso em celebração à posse de Donald Trump como o 47º presidente dos Estados Unidos. As ações de Musk, feitas em frente a uma plateia no Capital One Arena, em Washington, geraram acusações de que ele teria imitado a saudação nazista.

Durante seu discurso, Musk celebrou a vitória republicana na eleição de 4 de novembro, descrevendo-a como “um marco crucial para a civilização humana”. Ele declarou: "Esta foi uma bifurcação no caminho da civilização humana. Isso realmente importava. Obrigado por torná-lo possível!"

Logo após essas palavras, Musk bateu a mão direita no peito antes de estendê-la em um ângulo ascendente, com a palma para baixo e os dedos juntos. Ele repetiu o gesto ao virar-se para o público atrás de si.

A reação foi imediata nas redes sociais. Críticos, como o jornalista britânico Owen Jones, afirmaram que os movimentos lembravam o infame "Sieg Heil" associado a Adolf Hitler. O jornal israelense Haaretz descreveu o gesto como uma possível "saudação romana", historicamente ligada ao fascismo.

Apesar das críticas, Musk recebeu apoio de algumas organizações. A Liga Antidifamação (ADL), conhecida por combater o antissemitismo, minimizou o incidente, afirmando que o gesto foi uma “ação desajeitada em um momento de entusiasmo, não uma saudação nazista”. Em uma postagem na rede social X, a ADL apelou à moderação: "Que este seja um momento de graça e um novo começo para curar divisões e trabalhar pela unidade."

Musk, que foi nomeado chefe do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental no governo Trump, não respondeu às solicitações de comentários.

Sua inclinação política à direita tem se intensificado nos últimos anos, especialmente após declarar apoio público a Trump, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em julho. Recentemente, Musk também se envolveu com figuras da extrema direita europeia, como Alice Weidel, líder do partido Alternativa para a Alemanha, que participou de um diálogo em sua rede social após receber o apoio de Musk.

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