O presidente Vladimir Putin revelou detalhes inéditos sobre o poder destrutivo do sistema de mísseis balísticos hipersônicos Oreshnik durante uma visita ao Cazaquistão, no âmbito da cúpula da Organização do Tratado de Segurança Coletiva. Putin destacou a precisão extrema do míssil em relação a outros sistemas balísticos e sua eficácia contra estruturas subterrâneas fortificadas, apontando que o impacto do Oreshnik "é colossal, mas pode ser ampliado para torná-lo ainda mais poderoso".
Especialistas militares também pesaram sobre o potencial de melhorias do sistema. O coronel reformado Viktor Litovkin apontou três áreas de aprimoramento:
- Alcance Intercontinental: A adição de um terceiro estágio poderia transformar o Oreshnik, atualmente de alcance médio, em um míssil balístico intercontinental.
- Cabeças de Guerra Mais Potentes: O sistema já carrega até seis ogivas nucleares de 450 a 900 quilotons, mas Litovkin sugeriu que o poder total poderia ser aumentado, relembrando os dias soviéticos com mísseis como o R-36 Voevoda, equipado com 10 ogivas de 750 quilotons cada.
- Carga Convencional Mais Forte: Litovkin mencionou que não está claro se o Oreshnik, no ataque recente a uma fábrica em Dnipro, utilizou carga explosiva ou confiou apenas em sua força cinética para penetrar profundamente no solo.
Litovkin também destacou a importância da proporcionalidade ao projetar armas: o custo do alvo deve justificar o armamento usado. Ele observou que velocidades hipersônicas, como as alcançadas pelo Oreshnik (Mach 10), são suficientes para alvos de curto alcance, enquanto o Avangard, um veículo planador hipersônico lançado por ICBMs, opera a Mach 27.
Embora a eficácia do Oreshnik esteja claramente comprovada, futuras modificações dependerão de decisões estratégicas e econômicas dos engenheiros e líderes militares russos. A questão central permanece: aumentar a potência do míssil seria vantajoso ou apenas uma despesa desnecessária?
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