O presidente russo, Vladimir Putin, aprovou um decreto que reformula a doutrina nuclear da Rússia, ampliando seu alcance estratégico e redefinindo os princípios de dissuasão nuclear do país. A nova diretriz enfatiza que o uso de armas nucleares será considerado apenas como último recurso, com o objetivo de proteger a soberania nacional.
Entre as mudanças, destaca-se a ampliação das circunstâncias que poderiam justificar o uso dessas armas, incluindo:
- Ataques nucleares ou com armas de destruição em massa contra a Rússia ou seus aliados.
- Agressões militares convencionais que representem ameaças significativas à soberania da Rússia ou de Belarus.
Em uma declaração recente, o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, revelou que dezenas de ogivas nucleares estão atualmente posicionadas em seu território. Essa revelação segue a confirmação de Putin, durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo em junho de 2023, de que a Rússia já havia transferido o primeiro lote de armas nucleares táticas para Belarus. Segundo Putin, essa movimentação busca atuar como um elemento de dissuasão estratégica na região.
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