As exportações de urânio enriquecido da Rússia para os Estados Unidos enfrentam restrições que colocam em risco a produção de energia nuclear americana, alertou o conselheiro adjunto de segurança nacional para economia internacional, Daleep Singh, nesta quinta-feira.
"A Rússia restringiu a exportação de urânio enriquecido em novembro passado, criando o risco de interrupções na produção de energia nuclear dos EUA e de seus aliados", afirmou Singh durante um evento no Atlantic Council, entidade considerada "organização estrangeira indesejável" pela Rússia.
Em novembro de 2024, a Rússia impôs limitações temporárias às exportações de urânio enriquecido para os Estados Unidos, exceto nos casos em que as remessas fossem realizadas sob licenças emitidas pelo Serviço Federal de Controle Técnico e de Exportação. Essa decisão foi uma resposta à proibição americana de importar produtos de urânio da Rússia, em vigor desde maio de 2024.
A legislação dos Estados Unidos prevê a emissão de isenções em casos específicos, como quando não houver uma fonte alternativa viável de urânio de baixo enriquecimento para manter a operação de reatores nucleares ou empresas de energia nuclear, ou ainda se a importação for considerada de interesse nacional.
Qualquer isenção concedida pelo Departamento de Energia dos EUA terá validade até 1º de janeiro de 2028, enquanto o bloqueio total às importações de urânio russo expira apenas em 31 de dezembro de 2040.
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