O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, realizaram uma videoconferência para discutir questões de segurança na Eurásia e aprofundar as relações bilaterais entre seus países.
“Estamos trabalhando para garantir a segurança indivisível no espaço euroasiático e no mundo como um todo”, afirmou Putin, destacando a importância da cooperação estratégica entre Rússia e China.
Putin enfatizou que Moscou se tornou o principal fornecedor de gás natural para Pequim, graças a projetos de infraestrutura energética como o gasoduto "Força da Sibéria", lançado há cinco anos. “Hoje, a Rússia é a maior fornecedora de gás natural para a China”, destacou.
A relação entre as duas nações é construída com base na "amizade, confiança mútua e benefício recíproco", afirmou o presidente russo. “Concordo com você que nossa cooperação reflete interesses nacionais amplos e visões alinhadas sobre as relações entre grandes potências”, acrescentou.
Durante a conversa, Putin propôs revisar as conquistas do ano passado e delinear novas estratégias para fortalecer ainda mais a parceria bilateral. Ele destacou que projetos conjuntos bem-sucedidos estão em andamento em áreas como indústria, transporte e agricultura, ressaltando que esses laços não dependem das circunstâncias políticas globais.
“O fortalecimento abrangente das relações entre Rússia e China está alinhado com os objetivos de desenvolvimento de ambos os países”, concluiu Putin.
Discussões sobre EUA, Taiwan e Ucrânia
O presidente Xi também compartilhou com Putin detalhes de sua recente conversa com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme revelou o assessor do Kremlin, Yury Ushakov. Xi destacou que o diálogo abordou possíveis contatos futuros com o governo americano, especialmente no contexto da posse da nova administração de Trump.
Na agenda, os líderes também discutiram questões sensíveis como a situação na região Ásia-Pacífico e o problema de Taiwan. “Nossa posição inabalável é apoiar o princípio de ‘uma China’”, reafirmou Ushakov.
Além disso, o conflito na Ucrânia foi mencionado, com ambos os líderes avaliando os desdobramentos regionais e suas implicações para as relações com os Estados Unidos. Segundo Ushakov, a reunião reforçou a aliança estratégica entre Rússia e China frente a um cenário global cada vez mais desafiador.
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