O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou, na terça-feira, sua compreensão em relação à posição da Rússia, que se opõe à adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Em uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, Trump afirmou:
“Por muitos anos, antes mesmo de Putin, a Rússia dizia que nunca aceitaria a OTAN na Ucrânia. Agora, [o presidente Joe] Biden declarou que a Ucrânia deveria ingressar na OTAN, o que coloca a Rússia com alguém à sua porta. Eu consigo entender o sentimento deles em relação a isso”, disse Trump, destacando que “muitos erros foram cometidos nessa negociação”.
O presidente russo, Vladimir Putin, tem reiterado que a adesão da Ucrânia à OTAN representa uma ameaça à segurança da Rússia. Em junho de 2024, Putin declarou que o abandono dos planos da Ucrânia de integrar a OTAN era uma das condições para um possível cessar-fogo e negociações.
Trump, no entanto, evitou responder quando poderia se reunir com Putin, afirmando que tal encontro seria inapropriado antes de sua posse, marcada para o dia 20 de janeiro. “Eu sei que Putin gostaria de se encontrar, mas não acho que seja adequado antes do dia 20”, afirmou.
Durante a coletiva, Trump também anunciou medidas políticas e econômicas de grande impacto, incluindo tarifas rigorosas sobre importações do México e do Canadá para combater o tráfico de drogas. “Vamos implementar tarifas muito sérias no México e no Canadá, porque os entorpecentes estão entrando em números recordes”, declarou.
Em novembro, Trump já havia anunciado a intenção de impor tarifas de 25% sobre bens desses países devido a questões relacionadas à imigração ilegal e ao tráfico de drogas nos Estados Unidos.
Outro ponto controverso foi a declaração sobre a compra da Groenlândia. Trump afirmou que o território seria vital para a segurança nacional americana: “As pessoas nem sabem se a Dinamarca tem algum direito legal sobre isso. Mas, se tiver, deveria ceder, porque precisamos da Groenlândia para a segurança do mundo livre”.
Ele ainda mencionou a intenção de renomear o Golfo do México para Golfo da América e de buscar a retomada do controle do Canal do Panamá. Segundo Trump, os altos custos cobrados para a passagem pelo canal são um problema significativo para os Estados Unidos. Ele argumentou que a infraestrutura é crucial para o comércio e para a rápida mobilização das forças navais americanas entre o Atlântico e o Pacífico.
“O Canal do Panamá está em discussão com eles agora”, afirmou Trump, enfatizando a importância estratégica dessa rota.
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