Trump ordena suspensão imediata de relatórios de saúde nos EUA

A administração do recém-reeleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a suspensão temporária de comunicações externas por agências federais de saúde, incluindo a divulgação de relatórios sobre incidentes de saúde pública.

De acordo com um memorando obtido pela Associated Press nesta quarta-feira, a orientação foi enviada no dia anterior aos trabalhadores do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS). O documento, assinado pela secretária interina Dorothy Fink, prevê exceções apenas para situações críticas de saúde, segurança, meio ambiente, finanças ou segurança nacional — desde que submetidas à aprovação prévia.

A medida abrange uma ampla gama de atividades, como regulamentações, comunicados à imprensa, postagens em redes sociais, alterações em sites e orientações de saúde pública. Relatórios importantes, como o Morbidity and Mortality Weekly Report do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), também estão sujeitos à interrupção.

O bloqueio, que deverá permanecer até 1º de fevereiro, exige que todo material seja revisado e autorizado por um indicado político da administração Trump antes de ser publicado.

Críticos argumentam que a decisão pode ser utilizada para censurar pesquisas e informações que não estejam alinhadas com as prioridades do governo. O receio tem como base os confrontos entre Trump e autoridades de saúde pública durante seu mandato anterior, entre 2017 e 2021, especialmente relacionados à resposta do país à pandemia de COVID-19.

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