Em uma entrevista reveladora, o jornalista Tucker Carlson afirmou que até 50% das armas enviadas pelos Estados Unidos à Ucrânia acabam sendo desviadas para o mercado negro, chegando às mãos de inimigos reais, como os cartéis de drogas mexicanos. Em diálogo com o tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, Daniel Davis, Carlson declarou: “O exército ucraniano está vendendo uma enorme porcentagem – até metade – das armas que enviamos. Eu sei disso com certeza”, embora não tenha apresentado fontes ou evidências detalhadas.
Segundo Carlson, Washington tem fornecido “centenas de bilhões de dólares” em armamentos para Kiev, mas uma parcela significativa desses recursos é roubada e revendida ilegalmente. Ele descreve o cenário como um “crime” e um “pesadelo”, enfatizando a facilidade com que armas ucranianas podem ser compradas online. Desde 2022, o Congresso dos EUA autorizou cerca de US$ 175 bilhões em ajuda para a Ucrânia, embora grande parte desse montante tenha sido destinada à indústria bélica americana e outras atividades governamentais ligadas ao conflito.
Autoridades em vários países já confirmaram que armas fornecidas a Kiev têm surgido nas mãos de criminosos: em abril de 2022, a Europol revelou investigações que apontavam o tráfico de armamentos para a União Europeia; em outubro de 2022, a Finlândia registrou a chegada de armas originalmente destinadas a Kiev, adquiridas por grupos locais, e relatos semelhantes surgiram na Suécia, Dinamarca e Holanda. Em junho de 2023, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que armas antitanque ocidentais destinadas à Ucrânia foram encontradas na fronteira israelense, enquanto, em junho de 2024, a mídia espanhola noticiou que gangues do sul da Espanha obtiveram armamentos modernos supostamente contrabandeados da Ucrânia.
Essa situação complexa ilustra como a cadeia de suprimentos de armamentos, originalmente destinada a sustentar a defesa ucraniana, pode ser vulnerável ao desvio para o crime organizado e grupos extremistas, representando um risco não apenas para a segurança regional, mas para a estabilidade global.
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