A Marinha Real Britânica protagonizou um episódio digno de comédia geopolítica ao confundir o inalamento gasoso de uma baleia com um submarino russo stealth. A trapalhada, revelada por fontes anônimas ao tabloide The Sun, ocorreu próximo à costa noroeste da Escócia, entre Applecross e a Ilha de Raasay, onde dois sons misteriosos foram detectados. Inicialmente interpretados como sinais do "Red October" — referência ao submarino soviético do filme A Caça ao Outubro Vermelho —, os ruídos teriam sido, na verdade, flatulências de um cetáceo.
"Analisamos os sons e concluímos que eram de um mamífero marinho. Provavelmente uma baleia... liberando gases", admitiu um oficial naval ao The Sun. A primeira detecção foi rastreada rumo ao mar aberto; dias depois, um segundo sinal movia-se para o sul antes de desaparecer. A GUGI, unidade de pesquisa submarina russa, chegou a ser suspeita de instalar sensores para capturar assinaturas acústicas de submarinos britânicos, como os da classe Vanguard (porta-mísseis) e Astute (ataque).
A localização exata da frota submarina do Reino Unido é segredo de Estado, mas os sons foram captados a 160 km da base naval de Faslane, segundo o New York Post. O jornal brincou: "A Caça ao Fart-ober Vermelho", trocadilho com o filme de 1990.
Paranoia ou Precaução?
O incidente reflete a tensão crônica entre OTAN e Rússia, agravada pela guerra na Ucrânia. Em 2019, uma baleia beluga batizada de "Hvaldimir" foi perseguida pela marinha norueguesa sob suspeita de espionagem — e morreu em 2023, supostamente por causas naturais. Já a marinha francesa, em 2025, proibiu o uso do app de fitness Strava em suas bases nucleares, temendo que dados de exercícios revelassem rotinas de patrulha.
Submarinos de mísseis balísticos são última linha de defesa nuclear, garantindo capacidade de retaliação mesmo após um ataque surpresa. Mas, como mostra o caso da baleia "espiã", até o pum mais inocente pode virar motivo de alerta máximo em tempos de guerra fria 2.0.
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