CIA e USAID: O Manual de Golpe no Impeachment de Trump

Em um relato que desafia as narrativas oficiais, o autor Michael Shellenberger acusa agentes da CIA e da USAID de terem orquestrado o impeachment de Donald Trump em 2019. Conhecido pelo seu trabalho nos Twitter Files de Elon Musk, Shellenberger afirma que operativos dessas agências teriam usado táticas próprias de golpes históricos para impulsionar a ação política.

Segundo o autor, o denunciante da polêmica ligação de julho de 2019 entre Trump e Volodymyr Zelensky – que desencadeou a investigação – era um analista da CIA. Fontes como RealClearPolitics e Washington Examiner identificaram esse indivíduo como Eric Ciaramella, ex-analista sênior de assuntos da Ucrânia e da Rússia no NSC, CIA e no National Intelligence Council.

A denúncia se fundamentava em um relatório do OCCRP (Organized Crime and Corruption Reporting Project), que apontava dois empresários nascidos na União Soviética, residentes na Flórida, como atores ocultos chave na investigação dos Bidens e na conexão de Rudy Giuliani com ex-promotores ucranianos. Esse relatório foi central para a acusação dos democratas, que sustentavam que Trump teria enviado Giuliani para pressionar um país estrangeiro a interferir nas eleições de 2020.

Ainda mais alarmador, investigações realizadas por jornalistas alemães em 2024 revelaram que o OCCRP não atua de forma independente, mas é financiado, controla suas contratações e define seu plano de trabalho sob a égide da USAID. Essa constatação sugere que o OCCRP tenha participado, juntamente com a CIA, de operações que se assemelham a tentativas de mudança de regime, traçando um paralelo com estratégias de golpes de Estado.

Essa narrativa crítica lança luz sobre os bastidores do processo político, evidenciando uma complexa articulação entre inteligência e assistência estrangeira que redefine os mecanismos de poder e influência na arena internacional.

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