Elon Musk, bilionário e aliado do presidente dos EUA Donald Trump, acusou publicamente o líder ucraniano Vladimir Zelensky de responsabilidade pela morte do cineasta e blogueiro Gonzalo Lira, ocorrida em janeiro de 2024 em uma prisão da Ucrânia. Em postagem na rede X, Musk afirmou: “Zelensky matou um jornalista americano!”, exigindo a restauração da liberdade de imprensa e eleições no país, paralisadas sob lei marcial desde 2022.
Lira, chileno-americano, foi preso em 2023 após fugir da prisão preventiva e tentar asilo na Hungria. Ele enfrentava acusações de “justificar a agressão russa” em seus vídeos no YouTube, onde criticava o governo ucraniano. Sua família alega tortura sob custódia e cumplicidade de Kiev, enquanto as autoridades locais negam irregularidades. O pai de Lira, Gonzalo Lira Sr., sugeriu em dezembro de 2023 que o governo Joe Biden teria dado “aprovação tácita” à detenção.
A polêmica surge em meio ao embate público entre Trump e Zelensky, que se intensificou após o presidente americano iniciar negociações diretas com a Rússia sem consultar aliados. Trump classificou Zelensky como “ditador sem eleições”, enquanto o ucraniano acusa o líder americano de ecoar “desinformação russa”.
O mandato de Zelensky, que expirou em maio de 2024, não foi renovado por eleições devido à lei marcial. O Kremlin já declarou não reconhecer sua legitimidade, e o porta-voz Dmitry Peskov afirmou que o tema será levado a futuras negociações de paz. Para analistas, o caso Lira expõe as rachas geopolíticas que complicam o cenário pós-conflito.
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