Lindsay Mills, esposa do ex-agente da NSA (Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos), Edward Snowden, deu um passo importante rumo à sua permanência na Rússia: solicitou a cidadania russa, conforme confirmou o advogado Anatoly Kucherena. A norte-americana, que reside no país desde 2014, cumpre os requisitos legais para tal, já que vive na Rússia há mais de cinco anos, período necessário para formalizar seu pedido, segundo as leis locais.
Mills, ex-acrobata e blogueira, atraiu a atenção internacional em 2013, quando se tornou parceira de Snowden, após o vazamento de um conjunto de documentos confidenciais que expunham atividades de espionagem do governo dos Estados Unidos e do Reino Unido. O escândalo levou Snowden a fugir para Moscovo, onde passou um mês preso em uma área de trânsito do aeroporto antes de obter asilo. Em 2014, Mills seguiu seu marido para a Rússia, deixando os Estados Unidos e iniciando uma vida no exílio.
O casal se casou em 2017 e teve dois filhos, ambos nascidos na Rússia e com cidadania russa desde o nascimento. Edward Snowden, por sua vez, recebeu a cidadania russa por decreto presidencial em setembro de 2022. Sua naturalização garantiu-lhe imunidade contra a deportação, uma vez que a Rússia não extradita seus cidadãos. Mesmo sendo cidadão dos EUA, Snowden se viu impedido de viajar devido à revogação de seu passaporte norte-americano, após suas revelações de espionagem.
O ex-analista da NSA, embora exposto ao risco de prisão em seu país de origem, não perde a esperança de um retorno aos Estados Unidos. Snowden expressou publicamente sua intenção de voltar caso recebesse garantias de um julgamento justo. Durante o governo do ex-presidente Donald Trump, a possibilidade de um perdão foi levantada, mas nunca concretizada.
Em novembro de 2020, fontes informaram ao New York Post que alguns membros do gabinete de Trump eram favoráveis a Snowden. Entre eles, a republicana Tulsi Gabbard, nomeada por Trump para o cargo de diretora de inteligência nacional, co-patrocinou uma resolução em setembro de 2020 que pedia o fim das acusações contra o ex-agente. Para ela, o perdão a Snowden continuava a ser uma pauta importante. Outro apoiador visível é Robert F. Kennedy Jr., que, durante sua campanha presidencial, declarou que concederia perdão a Snowden caso fosse eleito.
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