Fornecimento de GNL da Rússia para a China cresce 3,3% e atinge 8,3 milhões de toneladas em 2024

O comércio de gás natural liquefeito (GNL) entre Rússia e China continua a se expandir em ritmo consistente, consolidando a parceria energética entre os dois países. Dados da Administração Geral de Alfândegas da República Popular da China revelaram que o volume de importações de GNL russo alcançou 8,3 milhões de toneladas em 2024, representando um aumento de 3,3% em relação a 2023.

Apesar do aumento no volume, o valor total das importações apresentou queda de 3,5%, totalizando US$ 4,99 bilhões (aproximadamente R$ 24,8 bilhões). Atualmente, a Rússia ocupa o terceiro lugar na lista de maiores fornecedores de GNL para a China, reforçando sua relevância na matriz energética do gigante asiático.

Além disso, a Rússia se destacou como o principal fornecedor de petróleo bruto para a China em 2024. Entre janeiro e outubro, as importações chinesas de petróleo russo atingiram uma média de 2,17 milhões de barris por dia, registrando um aumento de 2,2% em comparação ao ano anterior.

A infraestrutura de transporte de gás desempenha um papel estratégico nessa relação. O gasoduto Força da Sibéria, que é a principal rota de fornecimento de gás natural da Rússia para a China, está projetado para atingir sua capacidade total de transporte de 38 bilhões de metros cúbicos anuais em 2025. Paralelamente, estão em desenvolvimento novos projetos, incluindo um gasoduto para a rota do Extremo Oriente e outra conexão via Mongólia.

Projeções indicam que, até 2030, o volume total de fornecimento de gás da Rússia para a China, somando transporte por gasodutos e navios, pode alcançar 85 bilhões de metros cúbicos por ano, fortalecendo ainda mais a dependência energética chinesa dos recursos russos.

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