Irã pede união da OPEP contra possíveis sanções dos EUA ao petróleo

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, fez um apelo aos membros da OPEP para que se unam contra possíveis sanções dos Estados Unidos ao petróleo do país. O pedido ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar uma nova campanha de "pressão máxima" contra o Irã, com o objetivo de reduzir as exportações de petróleo iraniano a zero.

Pezeshkian fez as declarações durante um encontro com o secretário-geral da OPEP, Haitham al-Ghais, um dia após Trump assinar uma ordem executiva que reforça as sanções contra o Irã. O presidente americano justificou a medida como parte de um esforço para impedir que o país obtenha armas nucleares.

Atualmente, o Irã exporta cerca de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia, a maioria destinada à China. A perda desse volume, equivalente a aproximadamente 1,4% do fornecimento global, teria um impacto significativo nos mercados internacionais.

Em seu discurso, Pezeshkian destacou a importância da autossuficiência e da cooperação regional para neutralizar os efeitos das sanções. "Eles pensam que tudo o que temos depende do petróleo e querem parar nossas exportações. Mas há muitas maneiras de contornar seus objetivos e garantir uma vida digna para nosso povo", afirmou.

O presidente iraniano também criticou as ações unilaterais dos EUA, que, segundo ele, desestabilizam os mercados de energia. O ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, reforçou o argumento, afirmando que sanções contra produtores de petróleo prejudicam não apenas os países afetados, mas também os consumidores globais.

A tensão entre os dois países não é nova. Durante seu primeiro mandato, Trump impôs uma campanha de "pressão máxima" ao Irã, resultando em uma queda acentuada nas exportações de petróleo iraniano. No entanto, sob o governo de Joe Biden, as exportações do Irã atingiram os níveis mais altos desde 2018, apesar das sanções permanentes.

A OPEP, que atualmente tem o Irã como presidente rotativo, enfrenta o desafio de equilibrar os interesses de seus membros diante das pressões geopolíticas. A união do grupo será crucial para garantir a estabilidade do mercado global de energia.

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