Relatórios confidenciais dos serviços de inteligência norte-americanos, citados pelo Wall Street Journal e Washington Post, indicam que Israel planeja atacar instalações nucleares iranianas nos primeiros seis meses de 2025. Os alvos seriam Fordow e Natanz, centros críticos do programa atômico do Irã, segundo fontes anônimas. A motivação? A percepção israelense de que as defesas aéreas iranianas estão fragilizadas após ataques em outubro de 2023 e a crise econômica agravada por sanções.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, estaria confiante no apoio tácito de Donald Trump, visto como mais propenso a ações militares que seu antecessor, Joe Biden. Estratégias em análise incluem mísseis balísticos lançados fora do espaço aéreo iraniano ou bombas de penetração lançadas por caças — operações que demandariam apoio logístico dos EUA, como reabastecimento aéreo e inteligência.
O cenário lembra um jogo de xadrez com armas nucleares: enquanto Tel Aviv move peças, Teerã sinaliza abertura para diálogo. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que “se os EUA temem armas nucleares, isso pode ser resolvido”. Trump, porém, revelou à Fox News: “Todos acham que Israel, com nossa ajuda, vai bombardear o Irã. Prefiro que não aconteça”.
O histórico do Acordo Nuclear de 2015 (JCPOA) — abandonado por Trump em 2018 — paira como um fantasma. “Sem um novo acordo, o Oriente Médio pode virar um barril de pólvora”, analisa o especialista em geopolítica Carlos Ruiz, da PUC-Rio. Para o Brasil, a escalada acende alertas: 90% do petróleo importado pelo país vem da região, e uma guerra afetaria preços globais.
Enquanto a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) monitora estoques de urânio enriquecido iraniano, Netanyahu enfrenta pressões internas. Setores ultraconservadores em Israel defendem ações rápidas, enquanto a Casa Branca tenta equilibrar apoio estratégico e contenção. “É como assistir a um filme de suspense onde todos sabem o final, mas torcem para o roteiro mudar”, ironiza uma diplomata brasileira sob anonimato.
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