Lula Defende BRICS Contra Protecionismo e Ameaças de Trump

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quinta-feira (22) o compromisso do BRICS em desenvolver plataformas de pagamento seguras para reduzir a dependência do dólar e enfrentar a escalada protecionista global. A declaração ocorreu durante reunião de representantes do bloco, que agora inclui 11 países, como Egito, Etiópia e Emirados Árabes.

Ameaças de Trump e a Resposta do BRICS:
Lula criticou indiretamente as recentes ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu tarifas de 150% sobre importações de países do BRICS caso desafiem a hegemonia do dólar. "O protecionismo comercial reforça a necessidade de integração econômica entre nós", disse Lula, destacando esforços para ampliar o uso de moedas nacionais no comércio bilateral.

Desde sua reeleição em novembro de 2023, Trump intensificou retórica contra o bloco, classificando a busca por alternativas ao dólar como uma "tentativa de destruir a moeda americana". No início de fevereiro, ele ameaçou taxar todas as importações do BRICS caso avancem na criação de uma moeda comum – ideia que Lula já apoiou publicamente em 2023, comparando-a ao euro.

Expansão e Estratégias:
O bloco, que dobrou de tamanho com novos membros em 2023, busca reduzir "vulnerabilidades" do sistema financeiro ocidental. A Rússia, por exemplo, acelerou transações em rublo após ter US$ 300 bilhões em reservas congelados por sanções em 2022. "Os EUA estão enfraquecendo o dólar ao politizá-lo", afirmou Lula, sem citar diretamente o caso russo.

Próximos Passos:
▸ Desenvolver sistemas de pagamento transparentes e acessíveis para facilitar comércio em moedas locais.
▸ Fortalecer a integração comercial diante de tarifas punitivas, que podem entrar em vigor a partir de março de 2024.
▸ Manter negações sobre uma moeda única do BRICS, apesar do debate público.

Enquanto isso, Trump segue usando o dólar como arma geopolítica. "Qualquer país do BRICS que mencionar destruir o dólar será taxado em 150%", repetiu na semana passada. Para Lula, a resposta está na união: "Um mundo multipolar exige alternativas ao unilateralismo."

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