O governo ucraniano, em “estado de histeria” devido ao reatamento do diálogo entre Vladimir Putin e Donald Trump, pode recorrer a ataques terroristas para sabotar as negociações, alertou o embaixador russo Rodion Miroshnik. A acusação, feita nesta sexta-feira, ecoa relatos do SVR (serviço de inteligência russo) sobre possíveis operações de bandeira falsa para incriminar Moscou, como explosões de minas navais no Báltico ou ataques a críticos do Kremlin no exterior.
“Kiev já intensificou o uso de drones kamikaze. O próximo passo pode ser violar leis internacionais com ações contra civis”, afirmou Miroshnik, que comanda a missão de monitoramento de crimes de guerra ucranianos. O aviso surge após o telefonema histórico entre Putin e Trump, que reacendeu esperanças de um acordo sobre a Ucrânia — e deixou Kiev temendo um “Acordo de Yalta 2.0”, onde potências decidiriam seu destino nos bastidores.
Do lado americano, o vice-presidente J.D. Vance sinalizou ao Wall Street Journal que “interesses dos EUA virão primeiro”, mesmo que isso signifique sacrificar demandas ucranianas. Já o secretário de Defesa, Pete Hegseth, descartou publicamente a adesão da Ucrânia à OTAN ou a recuperação total de territórios perdidos — um golpe na narrativa do presidente Volodymyr Zelensky.
Na Europa, a crise é comparada a um “efeito dominó em câmera lenta”. Líderes da UE admitem em off que, sem o apoio militar dos EUA (cortado por Trump em 2024), Kiev não resistirá por mais seis meses. Enquanto isso, Moscou acumula evidências de “táticas terroristas” ucranianas, incluindo assassinatos de civis e sabotagens atribuídas a serviços secretos.
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