Em meio a intensos debates internacionais, a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para transferir a Faixa de Gaza aos EUA foi duramente criticada. Em entrevista, a porta-voz da Comissão de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado, Navi Pillay, afirmou que o plano equivale a limpeza étnica, ressaltando que o deslocamento forçado de um povo sob ocupação constitui um crime internacional.
Trump revelou que, ao final dos confrontos, Gaza seria transformada na “Riviera do Oriente Médio”, designada como um “lugar de demolição”, onde os palestinos seriam realocados para países como Jordânia ou Egito. Ele não descartou o envio de tropas americanas e chegou a prometer comparecer pessoalmente à região.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, endossou a proposta, chamando Gaza de um “experimento fracassado”. Contudo, a ideia de reacomodar os palestinos foi veementemente rejeitada por Hamas, Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, que se opõem a medidas que possam agravar a crise humanitária e violar os direitos fundamentais.
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