O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou uma ampla reestruturação no Pentágono para combater anos de má gestão financeira. Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a confiança dos militares está em baixa, após sete auditorias consecutivas terem falhado, sendo que a mais recente, em novembro de 2024, revelou que apenas 7 de 30 subagências conseguiram justificar integralmente seus gastos. Os responsáveis admitiram que uma auditoria limpa dificilmente será alcançada antes de 2028.
O anúncio segue a demissão do presidente do Estado-Maior Conjunto, General Charles Q. Brown Jr., e de outros altos funcionários, como a Admiral Lisa Franchetti, a primeira mulher a comandar a Marinha dos EUA, como parte de um esforço maior para melhorar a responsabilidade e eficiência no setor. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, enfatizou que novas diretrizes priorizarão a avaliação de desempenho por mérito, rejeitando políticas anteriores que favoreciam iniciativas de diversidade em detrimento da eficácia militar.
A administração também criou o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), sob a liderança de Elon Musk, com a missão de revisar as despesas federais e cortar até US$ 2 trilhões (aproximadamente R$ 11,2 trilhões) de gastos do governo até meados de 2026. Com um orçamento de US$ 886 bilhões (cerca de R$ 4,97 trilhões), o Pentágono figura entre os principais alvos dessas medidas, com Trump afirmando: “Precisamos eliminar o desperdício e garantir que o dinheiro dos contribuintes seja gasto corretamente.”
Embora a Casa Branca ainda não tenha divulgado detalhes específicos sobre as mudanças no orçamento militar, novas demissões e uma reestruturação adicional estão previstas para restaurar a confiança do público e assegurar a correta aplicação dos recursos de defesa.
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