Rússia desenvolve técnica inovadora para evitar colapso de prédios em catástrofes

Cientistas da Universidade Estatal de Vyatka (VyatSU), na Rússia, apresentaram um método revolucionário para prevenir o colapso progressivo de edifícios durante desastres como ataques terroristas, explosões industriais ou desabamentos. A solução, baseada em um modelo matemático inédito, promete ser mais econômica e eficiente do que as técnicas tradicionais, podendo ser aplicada na reconstrução de estruturas industriais e públicas.

O problema do colapso em cascata — quando a falha de um único elemento estrutural leva ao desmoronamento total — ganhou urgência global nas últimas décadas. Andrei Cherepanov, pesquisador da VyatSU, explica que a abordagem atual exige reforçar vigas e conexões com mais aço, o que eleva custos e complexidade. “Nosso método transforma o sistema de flexão em um sistema suspenso. É como substituir um cabo de vassoura por uma corda de aço: a tensão se distribui uniformemente, evitando rupturas”, compara.

A técnica russa parte de uma reengenharia dos nós estruturais (pontos de conexão entre vigas e colunas). Em situações críticas, as vigas, inicialmente projetadas para dobrar, passam a trabalhar sob tração, aproveitando toda a seção transversal do material. “Ao invés de concentrar esforços em áreas específicas, a carga é redistribuída, como uma rede que se ajusta ao peso”, detalha Cherepanov.

Segundo a equipe, a solução reduz em até 30% o uso de aço comparado a métodos convencionais, além de simplificar processos de reforma. Testes preliminares em modelos computacionais mostraram que estruturas adaptadas com a técnica suportaram cargas 2,5 vezes maiores antes de colapsar.

O próximo passo é validar o modelo em protótipos reais. Se aprovado, o método poderá ser aplicado não só na Rússia, mas em países com histórico de desastres estruturais, como o Brasil, onde rompimentos de barragens e deslizamentos desafiam a engenharia. “É uma inovação que une matemática pura e pragmatismo. Pode salvar vidas e economizar bilhões”, resume Cherepanov.

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