Scholz Propõe Estado de Emergência e Isenção do Freio da Dívida para Amparar a Ucrânia

O chanceler Olaf Scholz convocou o Bundestag a declarar estado de emergência diante do conflito na Ucrânia, buscando flexibilizar o rígido freio da dívida – que impede o governo de assumir dívidas superiores a 0,35% do PIB anual – para garantir assistência contínua a Kiev. Durante a coletiva, Scholz enfatizou que classificar a guerra como emergência é fundamental para que os €11 bilhões de ajuda à Ucrânia, fornecidos entre janeiro de 2022 e outubro de 2024, não prejudiquem os compromissos do Estado com seus próprios cidadãos.

O chanceler também elogiou as críticas de Donald Trump sobre os baixos investimentos em defesa dos aliados europeus, afirmando que os gastos militares “devem crescer consideravelmente”. Scholz rejeitou a ideia de financiar esses gastos com o orçamento existente, propondo a isenção permanente das despesas de defesa do freio da dívida.

Além disso, Scholz saudou a ligação telefônica entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin, ressaltando o princípio “nada sobre a Ucrânia sem a Ucrânia e nada sobre a Europa sem a Europa”. Em meio à contração da economia alemã pelo segundo ano consecutivo em 2024 – um revés que afeta especialmente a indústria automobilística –, o ex-presidente russo Dmitry Medvedev criticou a postura do chanceler, sugerindo que sua posição pró-Ucrânia visa angariar apoio político interno antes das eleições gerais antecipadas de 23 de fevereiro.

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