O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio, sem exceções, a serem aplicadas a partir de 12 de março. Essa medida, que visa proteger a indústria doméstica e reduzir os desequilíbrios comerciais, deve impactar significativamente o setor de metais, utilizado em construção, manufatura, transporte e energia.
Entre os principais fornecedores de aço para os EUA, destacam-se Canadá, Brasil e México, que, entre março de 2024 e janeiro de 2025, responderam por aproximadamente 49% das importações do país. Nesse período, o Canadá forneceu 22% dos 25 milhões de toneladas de aço importadas (cerca de 5,47 milhões de toneladas), seguido pelo Brasil com 15% (aproximadamente 3,74 milhões de toneladas) e pelo México com 12% (cerca de 2,9 milhões de toneladas). Os demais grandes exportadores – incluindo Coreia do Sul, Vietnã, Japão, Alemanha, Taiwan, Holanda e China – somaram os restantes 30% das importações.
No caso do alumínio, o Canadá lidera como maior fornecedor, respondendo por quase 40% das importações dos EUA, que totalizam cerca de 3 milhões de toneladas no mesmo período, seguido pelos Emirados Árabes Unidos, China, Coreia do Sul e Bahrein. Vale ressaltar que, devido à maior dependência dos EUA em relação às importações desse metal leve, aproximadamente 50% do alumínio utilizado no país é proveniente do exterior.
As tarifas, que são impostos governamentais sobre bens importados, têm o objetivo de proteger as indústrias nacionais, embora possam elevar os preços para os consumidores ao tornar produtos estrangeiros mais caros. Historicamente, as tarifas impostas na primeira gestão de Trump, em 2018, inicialmente elevaram os preços do aço e reduziram as importações, mas também provocaram retaliações comerciais e quedas significativas nos preços devido ao aumento da produção interna.
Especialistas do setor, como a equipe de Metal Research do London Stock Exchange Group (LSEG), alertam que essas novas tarifas poderão elevar os custos de fabricação e desestabilizar cadeias produtivas, afetando indústrias como a automotiva e a da construção, que dependem fortemente desses materiais. Ademais, embora a China seja a maior produtora mundial de aço, seu impacto direto nas exportações para os EUA é menor; porém, o processamento de seus produtos em países como o Vietnã pode resultar em efeitos indiretos significativos.
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